Estou sem inspiração por tempo indeterminado.
Causa: dor sem nome, sem cabimento.
Dor de esperar nua quem não vem.
Dor de fazer da rima, água parada, quase podre, quase limo.
Escorreguei inebriada com seu sorriso, mais uma vez.
Escrevo pequenos poemas que escorrem das minhas noites insones. São autobiográficos? Não e sim. Poemas simples, de quem precisa da escrita como precisa de ar. Por que escrevê-los num blog? Porque preciso de amigos, amigos-estranhos e de estranhos, penetrando no texto com observações impertinentes. Posso me arrepender disto? Posso. Mas como sou estupidamente apaixonada pela vida perigosa de todos os dias, vou começar..
sábado, 24 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
tolices
Esqueci o som da chuva na vidraça,
Aprendi a desconfiar do silêncio das cachoeiras,
Passei a ter ciúme do pôr do sol,
Desprezei fadinhas assanhadas que dançavam no meu ventre.
Pisei sobre dormideiras e marias sem vergonha.
Achei tolice flertar com o acaso.
Mas esse agora que você inaugura,
Vem junto com tudo que é indecente e causa espanto.
Começo abrir janelas e portas,
Aguardo tempestades e calores,
Espero ventanias descortinando esperanças,
Gasto horas imaginando teu perfume.
Ai, que troço é esse que de novo faz tremer minhas carnes?
Sopro então as asas de borboletinhas sonolentas,
que acordam risonhas e fazem cócegas no meu intimo.
Acho que voltei a cultivar amores perfeitos.
Aprendi a desconfiar do silêncio das cachoeiras,
Passei a ter ciúme do pôr do sol,
Desprezei fadinhas assanhadas que dançavam no meu ventre.
Pisei sobre dormideiras e marias sem vergonha.
Achei tolice flertar com o acaso.
Mas esse agora que você inaugura,
Vem junto com tudo que é indecente e causa espanto.
Começo abrir janelas e portas,
Aguardo tempestades e calores,
Espero ventanias descortinando esperanças,
Gasto horas imaginando teu perfume.
Ai, que troço é esse que de novo faz tremer minhas carnes?
Sopro então as asas de borboletinhas sonolentas,
que acordam risonhas e fazem cócegas no meu intimo.
Acho que voltei a cultivar amores perfeitos.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Doce nó
Nosso beijo:
Pudim de leite.
Nosso abraço:
suspiros.
Nossos sorrisos:
quindins.
Nosso roçar de pêlos:
pão de ló.
Nosso gosto: bombom.
Nossa cama:
rocambole.
Nosso sexo:
pipoca quando estoura.
Nosso sono:
bem casado.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Que delícia essa sopinha que você faz
mexendo
sua colher ânimo
na minha panelinha de sonhos:
prato cheio.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Algo trágico e feio: um campo de flores incendiado.
Hoje, acordei dramática.
Então, escrevo: meu coração é um incêndio de flores.
Muitas cinzas e pouco perfume.
Confesso, resisti: A fila anda? Não!! Então, descobri: anda. Mas afirmo: anda bem devagarinho.
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