Hoje estou ácida.
Nenhum ácido,
pode curar essa azia,
Esse enjoô de tudo que cheira a covardia.
Essa cólica de medo que ameaça a vida.
Pés frios de melancolia,
exigem meias de nostalgia.
Mas o sono que de dia me inebria,
a noite se despede e leva a fantasia.
Escrevo pequenos poemas que escorrem das minhas noites insones. São autobiográficos? Não e sim. Poemas simples, de quem precisa da escrita como precisa de ar. Por que escrevê-los num blog? Porque preciso de amigos, amigos-estranhos e de estranhos, penetrando no texto com observações impertinentes. Posso me arrepender disto? Posso. Mas como sou estupidamente apaixonada pela vida perigosa de todos os dias, vou começar..
terça-feira, 14 de julho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Estado interessante
Estou em paz com meu ócio, o meu corpo exige silêncio.
A fome não ameaça minha vaidade: como a vida sem medidas.
Tudo pode esperar, menos o que o corpo exige. Ele é imperativo.
Hora de dormir, durmo. Hora de comer, como. Hora de fazer xixi, não me demoro.
Ai de mim, se não obedece-lo.
Estou mais velha e não envelheci. Estou mais menina, e tenho meus segredos.
Eles falam de tudo que preciso silenciar para não pintar de cinza, esse momento azul.
Só obedeço as imposições do amor que habita em mim. O amor é meu carrosel.
Vejo a vida mais comprida, vivo sem pressa uma estranha paz.
Sou impressa por abraços, carimbada por cafunés, marcada por encontros graça.
Estou gerando um filho e isso me faz um pouco santa.
Estou gerando um filho e isso me faz um pouco bruxa.
Estou gerando um filho e isso me faz um pouco mansa.
Estou gerando um filho e isso me faz um pouco bicho.
Estou tomada de coragem. Investida de beleza. Seduzida por delicadezas.
A solidão não existe.
A fome não ameaça minha vaidade: como a vida sem medidas.
Tudo pode esperar, menos o que o corpo exige. Ele é imperativo.
Hora de dormir, durmo. Hora de comer, como. Hora de fazer xixi, não me demoro.
Ai de mim, se não obedece-lo.
Estou mais velha e não envelheci. Estou mais menina, e tenho meus segredos.
Eles falam de tudo que preciso silenciar para não pintar de cinza, esse momento azul.
Só obedeço as imposições do amor que habita em mim. O amor é meu carrosel.
Vejo a vida mais comprida, vivo sem pressa uma estranha paz.
Sou impressa por abraços, carimbada por cafunés, marcada por encontros graça.
Estou gerando um filho e isso me faz um pouco santa.
Estou gerando um filho e isso me faz um pouco bruxa.
Estou gerando um filho e isso me faz um pouco mansa.
Estou gerando um filho e isso me faz um pouco bicho.
Estou tomada de coragem. Investida de beleza. Seduzida por delicadezas.
A solidão não existe.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
O tempo
é asa para o meu ofício:
delirar.
O tempo
é âncora para minha arte:
amar.
O tempo é desespero
para minha mania:
eternizar.
O tempo é
consolo para minha manha:
ameninar.
O tempo é
tempestade para minha natureza:
exagerar.
O tempo é bonança para a santa que mora em mim:
perdoar.
O tempo é
um velho cansado,
empurrado
por uma criança.
O tempo é uma moça bonita,
sorrindo na janela do trem.
A moça vai embora, e o perfume se espalha.
O tempo é o velho do saco,
caçando esperanças crianças
nas ruas cinzas.
O tempo é uma lagarta,
ensaiando belezas suspeitas.
O tempo é um menino levado,
zombando dentro de mim,
fazendo caretas para minha dureza.
é asa para o meu ofício:
delirar.
O tempo
é âncora para minha arte:
amar.
O tempo é desespero
para minha mania:
eternizar.
O tempo é
consolo para minha manha:
ameninar.
O tempo é
tempestade para minha natureza:
exagerar.
O tempo é bonança para a santa que mora em mim:
perdoar.
O tempo é
um velho cansado,
empurrado
por uma criança.
O tempo é uma moça bonita,
sorrindo na janela do trem.
A moça vai embora, e o perfume se espalha.
O tempo é o velho do saco,
caçando esperanças crianças
nas ruas cinzas.
O tempo é uma lagarta,
ensaiando belezas suspeitas.
O tempo é um menino levado,
zombando dentro de mim,
fazendo caretas para minha dureza.
terça-feira, 2 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Me recuso
a sorrir amarelo,
diante dos céus:
olhos verdes.
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